terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Desastres naturais




Acontecimentos no Brasil e no Mundo, com aspectos relevantes e de grande impacto, mostram que tem aumentado o número de desastres ambientais em todos os lugares da terra. São eventos repentinos, com efeitos terríveis, geram grandes prejuízos, alarmantes números de mortes e vasta destruição. Dados e estatísticas demonstram o aumento desses acontecimentos súbitos, causados por fatores ambientais, entre eles estão os terremotos, enchentes, deslizamentos, tsunamis, seca, epidemias, erupções vulcânicas e outros de grande vulto.
Deslizamento de terra no Rio de Janeiro – janeiro de 2011, os deslizamentos foram provocados por chuvas intensas, deixou dezenas de desaparecidos e milhares de desabrigados;
Enchente na Austrália – janeiro de 2011 atingiram pelo menos 22 cidades e mais de 200.000 pessoas foram atingidas.
Enchente no Sri Lanka – janeiro de 2011, uma semana de chuvas, cerca de um milhão de pessoas tiveram de abandonar suas casas, mais de 30 mortes e destruição de grandes áreas de plantio.
Terremoto na Austrália – janeiro de 2011, magnitude de 7,2;
Enchente na Alemanha – janeiro de 2011, o rápido derretimento da neve, devido ao aumento de temperatura, causou o transbordamento de rios e Cidades foram alagadas;
Enchente em Minas Gerais – janeiro de 2011, 70 Municípios decretaram emergência;
Enchente na Malásia – janeiro de 2011;
Enchente nas Filipinas – janeiro de 2011, chuvas anormais na região de Caraga, Visayas e Bicol, 235.000 famílias foram afetadas, 1.267 aldeias em 137 cidades, 71 mortos e dezenas de desabrigados;
Descarga elétrica na Argentina – janeiro de 2011, fortes raios durante tempestade, vitimaram quatro pessoas;
Vulcão Bromo na ilha de Java – janeiro de 2011, as nuvens e cinzas que saem do vulcão atrapalham o tráfego aéreo;
Terremoto na Nova Zelândia – fevereiro de 2011 provocou mais de 70 mortes;
Nevasca nos Estados Unidos – fevereiro de 2011 atingiu 30 estados e 1/3 da população americana, gerou grande perda no orçamento das cidades;
Terremoto na China – março de 2011, 7 mortes e 121 feridos;
Vulcão Karangtang na Indonésia – março de 2011, entrou em erupção e 4.000 pessoas foram retiradas de suas aldeias;
Terremoto no Japão – março de 2011, cidades destruídas e grande número de mortos;
Tsunami no Japão- março 2011; grandes prejuízos e acidente nuclear;
Vulcão Grimsvochth na Islândia – maio de 2011, sua cinzas alcançaram 20 quilômetros de altura, fechando o espaço aéreo da Islândia;
Terremoto da Espanha – maio de 2011, nove mortos e 259 feridos;
Tempestade areia no Arizona (EUA) – maio 2011 provocou apagões, destruiu pequenas construções;
Vulcão Puyehue no Chile – junho de 2011, suas cinzas causaram o fechamento de aeroportos;
Vulcão Doubi na Eritreia – junho de 2011 causou o desvio do tráfego aéreo na região;
Vulcão Puyehue no Chile – junho de 2011, suas cinzas causaram o fechamento de aeroportos;
Vulcão Lokon na Indonésia – julho 2011; 6.000 pessoas foram retiradas das proximidades do vulcão que espalhava cinzas, rochas e lava.
Tufão Nesat e o Tufão Nalgae nas filipinas – setembro de 2011, mais de 100 mortos;
Terremoto na Turquia – outubro de 2011;
Seca no Rio Grande do Sul – novembro de 2011; vários municípios decretam emergência e sofrem com a falta d´agua;
Terremoto no México – dezembro de 2011;
Terremoto no Irã – dezembro de 2011;
Observamos que desastres naturais são mais comuns do que imaginamos, não avisam quando vão acontecer, simplesmente acontecem. Os cuidados com o meio ambiente, sua preservação e acompanhamento climático e geológico, podem amenizar os danos materiais e salvar vidas.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Poluição sonora


 
Em nossa atualidade, torna-se fácil localizar em uma cidade, diversos focos de poluição sonora. O intenso barulho dos motores dos carros, buzinas no trânsito, alarmes, propagandas em carros de som, bares e casas noturnas, até mesmo carros de passeio com equipamentos de som no porta malas, promovem grande nível de ruído.
Toda atividade, que emite ruídos acima dos limites admissíveis e toleráveis de acordo com as normas e padrões legais, estão causando poluição sonora, cometendo danos ao aparelho auditivo humano, incomodando e perturbando as pessoas que se encontram nas proximidades.
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT 10.151), os índices de poluição sonora aceitáveis estão delimitados por zonas e níveis de decibéis permitidos, do seguinte modo:
ZONA DE HOSPITAIS:
Período Diurno - 45 dB
Período Noturno - 40 dB
ZONA RESIDENCIAL URBANA:
Período Diurno - 55 dB
Período Noturno - 50 dB
CENTRO DA CIDADE:
Período Diurno - 65 dB
Período Noturno - 60 dB
ÁREA INDUSTRIAL:
Período Diurno - 70 dB
Período Noturno - 65 dB
O organismo humano, quando sofre influência de ruídos acima de 50 dB, começa a receber impactos negativos para a saúde, refletindo em estado constante de alerta, não relaxamento, baixando o poder de concentração e produção intelectual.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), já relatou baseado em prolongados estudos, alguns efeitos dos ruídos: perda de audição; interferência com a comunicação; causa dor; interfere no sono; produz efeitos clínicos sobre a saúde; induz efeitos sobre a execução de tarefas; causa grande incomodo; lassidão, ritmo cardíaco acelerado; aumento de pressão arterial; irritabilidade; cansaço; gerando ainda efeitos não específicos.
O ruído é todo barulho, som, não desejado. A intensidade do ruído é medida em decibéis (dB), a existência e a dimensão do incômodo são determinadas pelo grau de exposição física e por variáveis relacionadas e conexas a parâmetro psicossocial.
A avaliação da poluição sonora e grau de perturbação da comunidade atingida, é realizada obedecendo a normativo legal, como a já citada Norma ABNT 10.151; a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Res. CONAMA 001) e as Leis Municipais que devem ser criadas pela Câmara de Vereadores de cada Município.
Comparativo de ruídos:
Turbina de avião – 140 dB;
Som eletrônico - 110 dB;
Trafego pesado – 70 dB;
Carro passando – 60 dB;
Conversação – 50 dB.
 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Pitu no livro vermelho






O Pitu, que aparece no título dessas breves linhas, é um invertebrado aquático - crustáceo, outrora encontrado em abundância nos nossos rios, habitando em tocas de pedra e entre a vegetação no fundo das águas. Iguaria bastante apreciada em nossa cultura gastronômica.

Já o livro vermelho referenciado, não é o de receitas culinárias, trata-se do " Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção", publicado pelo Ministério do Meio Ambiente - MMA, listando oficialmente a existência de 627 espécies ameaçadas de extinção.


O Pitu, crustáceo da espécie macrobrachium carcinus, vem ao longo dos anos, sendo pescado indiscriminadamente, sua procura alcança parâmetros predatórios, levando-o a beira da extinção.


No Rio São Francisco,partindo da barragem de xingó, até sua foz, em seus afluentes e nos braços de rios que adentram o interior do Estado, a sua presença e oferta na natureza tem diminuído, devido a degradação do seu habitat, poluição das águas, aterros, barramento de cursos d´agua, desmatamentos e a não adoção de correto modelo de ocupação territorial da população humana.


Quando encontrado, devido a coleta excessiva, seu tamanho é cada vez menor, significando pouca maturidade, comprometendo a capacidade reprodutiva, aumentando cada vez mais a vulnerabilidade da espécie, sendo esta também, uma prática ilegal e passível de punição.


Na falta de programas técnicos que ofereçam correto manejo da espécie e promova alternativas de sustentabilidade, a "iguaria" corre sério risco de virar raridade. Esta publicação do Ministério do Meio Ambiente, serve de alerta, torna-se uma ferramenta legal, mostrando a necessidade de implementar políticas públicas que promovam conservação, monitoramento, plano de recuperação e a devida educação ambiental, para que os ribeirinhos alcancem seu sustento sem destruição, não sejam responsabilizados e promovam aos consumidores do saboroso crustáceo, a certeza de consumir um alimento que advém de práticas legais, seguras e ambientalmente corretas.


O Poder Público, a sociedade organizada, acadêmicos, técnicos, preferencialmente todos em conjunto, deveriam promover a conscientização ambiental uniforme e coletiva, fazendo nascer um sentimento de preservação, em torno dessa antiga e rudimentar prática pesqueira.


Implementando soluções, visando a diminuição dos riscos no manejo, promovendo a reabilitação populacional e perpetuação de importante espécie de nossa fauna aquática, um dos pilares do sustento de pescadores e seus familiares, pois é de grande procura e valor agregado em restaurantes típicos, de gastronomia regional especializada, frequentado por fiéis apreciadores de um bom prato.