Os estudos para implantação de "novas" plantas industriais de usinas nucleares são antigos no Brasil.
Hoje, a tendência mundial, logo após o grave acidente de Fukushima, no Japão, que passou por um terremoto e uma tsunami, é de que a comunidade internacional, deve se distanciar dos programas nucleares.
O Brasil, com recentes descobertas, tendo novas e grandes áreas aptas a mineração de urânio, desenvolve projetos para a construção de termonucleares.


A região nordeste, há muitos anos, mais precisamente na região de Caetité, no Sudoeste da Bahia, tem uma província uranífera. Existe uma unidade de mineração e beneficiamento, explorada desde 1997 pela INB (Industria Nuclear do Brasil), empresa vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia, que atua na cadeia produtiva do urânio, indo da mineração a fabricação, produzindo aproximadamente 400 toneladas de concentrado de urânio, que depois de processado, serve para gerar energia na usinas nucleares de Angra I (gerando 657 MWe) e Angra II (gerando 1.350 MWe).
Novas descobertas em outubro deste ano informam a existência de mais urânio e com o dobro de concentração, do já extraído, nesta única mina ativa do País, acreditam os técnicos que esses novos resultados indicam excesso e que a reserva de Caetité dobrará de tamanho.
Existe também, uma jazida de urânio no Município de Santa Quitéria, no Estado do Ceará, denominada pela INB (Indústria Nuclear Brasileira), jazida Itatiaia, detendo uma capacidade de 79,5 toneladas lavráveis de urânio, onde será implantado um parque industrial para exploração a céu aberto, ao que tudo indica no ano de 2017.
O Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, criado em 2008, através de estudos, determinou metas e fixou diretrizes. Propondo a criação de duas usinas nucleares no Nordeste, após detectar a necessidade de expansão do sistema elétrico brasileiro.
O PNE (Plano Nacional de Energia), também aponta para as necessidades de novas usinas nucleares no Brasil, até o ano de 2030.
As também chamadas termonucleares do Nordeste terão uma capacidade unitária de gerar 1.000 MWe. Pessoas ligadas ao Governo noticiam que apesar dos esforços e expansão, as fontes geradoras de energia eólica e solar não possuem potencial suficiente, para manter o País em seu desenvolvimento industrial, permanecendo assim, a necessidade de ampliar a construção de usinas hidrelétricas, térmicas e nucleares.
Mais uma nova jazida de urânio puro, pronto para ser explorado, foi encontrada ao norte de Manaus (AM), possuindo 150 toneladas de capacidade de extração, dentro de uma reserva indígena, mas, ao que parece, em nada irá “atrapalhar” a mineração.
Todo esse excesso de urânio servirá de combustível para alimentar Angra III (previsão de gerar 1.405 MWe), ao que tudo indica, irá ser concluída, abastecendo também as oito novas termonucleares brasileiras, sendo duas em nosso querido Nordeste.
A escolha para implantação da indústria nuclear irá de considerar vários aspectos, como a geografia, o índices econômicos da região, segurança ambiental, aspectos demográficos, metereológicos, hidrológicos, geológicos, sismológicos, o somatório dos pontos de viabilidade, será fator determinante para uma futura instalação.
As atividades eletronucleares, são fiscalizadas e licenciadas observadas as Salvaguardas, os aspectos ambiental, nuclear e produtivo. Os respectivos Órgãos fiscalizadores são:
CNEM – Comissão Nacional de Energia Nuclear, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia;
IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente;
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.
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